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Dívidas Bancárias – Essa é a hora de renegociar
Por José Carlos de Jesus Gonçalves e Débora Canal de Farias, sócio e advogada do Contencioso Cível do Duarte e Tonetti Advogados.

Atualmente, devido à crise financeira que assola o País, a maioria das empresas possuem dívidas bancárias, sejam as de pequeno, médio ou grande porte.

Essas dívidas que as empresas não conseguem honrar devido a fatores financeiros, como por exemplo, as taxas e juros abusivos cobrados pelas instituições bancárias, têm comprometido o fluxo de caixa, a saúde financeira e, por via de consequência, o crescimento das empresas, constituindo um grave problema que coloca em risco a atividade empresarial e a própria sobrevivência das mesmas.

Obviamente que com o aumento da inadimplência, os bancos vêm amargando grandes perdas, principalmente porque, somente no ano passado, 1.863 empresas entraram com pedido de recuperação judicial, sendo que nesta hipótese, os credores recebem o crédito de forma parcelada, com deságio e com juros reduzidos, caso tais dívidas não estejam asseguradas com garantias reais (hipotecas e outras garantias) ou com aval prestado pelos sócios das empresas.

Diante dessa realidade, os bancos começaram a se organizar para evitar uma crise ainda maior, criando equipes especializadas focadas na reestruturação dessas empresas. A ideia é trabalhar de forma preventiva evitando que mais empresas entrem com pedido de recuperação judicial, o que poderá ser efetivado por meio de renegociação das dívidas existentes, evitando o aumento da inadimplência e de processos judiciais desgastantes, criando melhores condições com juros reduzidos e alongamento de prazos, dentre outras práticas que busquem a efetiva quitação dos débitos existentes.

Diante desse novo cenário, conclui-se que essa é a hora para as empresas que possuem dívidas bancárias, com dificuldade nos pagamentos, renegociarem seus contratos e empréstimos com os bancos, buscando melhores condições de pagamentos, o que parece ser a tendência do mercado atual.

Essa iniciativa vem sendo orquestrada atualmente pelos três maiores Bancos privados do país: Itaú, Bradesco e Santander. É possível que essa tendência acabe sendo abraçada também pelos Bancos públicos, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, por se tratar de tendência do mercado financeiro.

O Duarte e Tonetti Advogados conta com uma equipe especializada para auxiliar as empresas nas renegociações bancárias, evitando assim, a inadimplência e as consequências de uma eventual demanda jurídica. A assessoria de um bom escritório é fundamental para a concretização segura e justa de uma renegociação de dívidas.

* Este artigo tem caráter meramente informativo e é destinado exclusivamente aos nossos clientes, não se tratando, portanto, de parecer ou aconselhamento jurídico.